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Burnout não comprovado e falta grave do trabalhador

Burnout não comprovado e falta grave do trabalhador

Burnout não comprovado: TRT mantém justa causa por ameaça a superior

A Justiça do Trabalho manteve a dispensa por justa causa de um trabalhador que invadiu o setor administrativo da empresa, chutou a porta e proferiu ameaças contra seu superior hierárquico.

O empregado alegou que estaria sofrendo de Síndrome de Burnout, o que teria provocado descontrole emocional. Contudo, a perícia judicial não identificou qualquer doença ocupacional ou incapacidade relacionada ao trabalho.

Com base nas provas testemunhais e na gravidade da conduta, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região concluiu que houve falta grave de natureza violenta, suficiente para autorizar a rescisão imediata do contrato de trabalho.

A decisão reforça a importância da prova técnica em alegações de doenças ocupacionais, bem como o entendimento de que comportamentos agressivos no ambiente de trabalho podem justificar a aplicação direta da justa causa.

(Informações: TRT4)

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Ambiente de trabalho e limites da cobrança por metas

Ambiente de trabalho e limites da cobrança por metas

Ambiente de trabalho e limites da cobrança por metas

Uma decisão recente do Tribunal Superior do Trabalho reforça um ponto importante nas relações trabalhistas: o ambiente profissional deve respeitar a dignidade do trabalhador.

No caso analisado, uma empresa de telemarketing enviava e-mails com imagens de cunho sexual aos empregados como forma de incentivo para o cumprimento de metas.

A empresa alegou que se tratava apenas de um ambiente descontraído. No entanto, a Justiça entendeu que a prática extrapolou os limites do bom senso e da razoabilidade no ambiente de trabalho.

Por isso, foi mantida a condenação ao pagamento de indenização por danos morais ao trabalhador.

A decisão demonstra que a cobrança por metas e resultados não pode ultrapassar os limites do respeito e da dignidade nas relações de trabalho.

(TST / Processo: Ag-ARR-1001481-71.2016.5.02.0023)

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STJ decide: mesmo com fiador, locador pode apreender bens do inquilino

STJ decide: mesmo com fiador, locador pode apreender bens do inquilino

STJ decide: mesmo com fiador, locador pode apreender bens do inquilino

O Superior Tribunal de Justiça analisou recentemente uma questão relevante envolvendo garantias em contratos de locação.

A Lei do Inquilinato estabelece que o contrato de aluguel não pode exigir mais de uma garantia contratual, como fiador, caução ou seguro-fiança.

No entanto, o STJ esclareceu que o penhor legal possui natureza distinta, pois decorre diretamente da lei e não da vontade das partes.

O penhor legal permite ao locador reter bens do locatário existentes no imóvel locado para garantir o pagamento de aluguéis e encargos em atraso.

Segundo a decisão, mesmo que o contrato possua fiador, isso não impede o exercício do penhor legal, pois ele não é considerado garantia contratual.

Esse entendimento reforça a proteção jurídica do crédito locatício e esclarece uma dúvida frequente na prática imobiliária.

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(STJ / R.ESP nº 2233511 – AL(2025/0341893-4))

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Empresa pode ser responsabilizada por acidente causado por terceiros em atividade de risco

Empresa pode ser responsabilizada por acidente causado por terceiros em atividade de risco

Empresa pode ser responsabilizada por acidente causado por terceiros em atividade de risco

Uma decisão recente do Tribunal Superior do Trabalho trouxe importante reflexão sobre responsabilidade civil em acidentes de trabalho envolvendo motociclistas.

O caso analisado envolveu um entregador que morreu após ser atingido por um motorista embriagado que realizou conversão proibida e fugiu do local.

Apesar da culpa do terceiro, o TST entendeu que o uso de motocicleta caracteriza atividade de risco, o que permite a responsabilização da empresa pelos danos decorrentes do acidente.

Além disso, foi reconhecido o direito de familiares próximos à indenização por dano moral em ricochete, instituto que admite compensação pelo sofrimento causado pela morte do trabalhador.

A decisão reafirma entendimento consolidado da Corte trabalhista no sentido de ampliar a proteção jurídica a trabalhadores expostos a riscos elevados.

(Assessoria de imprensa do TST / Processo: RRAg-10552-43.2022.5.03.0099)

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Descontos indevidos suspensos por decisão judicial

Descontos indevidos suspensos por decisão judicial

Justiça suspende descontos em folha por indícios de contratação irregular de cartão consignado

Uma decisão proferida pela 1ª Vara Cível da Comarca de Manhuaçu/MG trouxe importante proteção à consumidora em demanda contra instituição financeira. No caso, a autora alegou que pretendia contratar empréstimo consignado convencional, mas teria sido vinculada, sem informação clara e adequada, a operação de reserva de margem consignável atrelada a cartão de crédito, com descontos mensais contínuos em folha de pagamento.

Ao analisar o pedido, o Juízo entendeu estarem presentes os requisitos da tutela de urgência, especialmente porque os descontos recaíam sobre verba de natureza alimentar e porque havia, naquele momento inicial, plausibilidade nas alegações de falha no dever de informação e abusividade contratual. Por isso, determinou a suspensão dos descontos no prazo de cinco dias, com fixação de multa diária em caso de descumprimento.

Além disso, foi deferida a gratuidade de justiça à autora e a inversão do ônus da prova, atribuindo ao banco a obrigação de apresentar contrato, termos de adesão, histórico de saques, faturas e demais documentos pertinentes.

A decisão reforça um ponto central no Direito do Consumidor: instituições financeiras devem prestar informação clara, adequada e transparente, especialmente em contratos que impactam diretamente a renda mensal do consumidor. Quando isso não ocorre, o Poder Judiciário pode intervir para impedir a continuidade de cobranças potencialmente indevidas.

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(TJMG, processo nº 1000056-53.2026.8.13.0394)

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